» Raquel Lima - Guimarães
» Arnaldo Monteiro
» Mara Sofia Santos - Madalena
» Cipriano Oliveira - Lisboa
» Catarina Alexandra Marques - Gondomar
» Catarina Vilela - Lisboa
» Maria João Diogo
» Maria Helena Viegas - Almeirim
» Rui Cunha - Lisboa
» Anibal António Almeida - Lisboa
» Márcia Sampaio
» Carla Simões - Figueiró dos Vinhos
» Diana Henriques - Batalha
» Patrícia Filipa André - Santarém
» Patrícia Carla Madeira - Santarém
Parabéns aos vencedores e obrigado a todos os participantes! :)
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
L’Arbre Vert marca presença no Green Festival 2011

Agendada de 28 de Setembro a 2 de Outubro, a 4ª edição do Green Festival contará mais uma vez com a presença da L’Arbre Vert.
Sendo uma referência para a sustentabilidade, este evento que se realizará no Centro de Congressos do Estoril, pretende sensibilizar os visitantes para as questões ambientais contribuindo para a mudança de atitudes e comportamentos.
As temáticas desta edição são o Ano Internacional das Florestas e Ano Europeu do Voluntariado e a agenda promete 5 dias cheios de actividades informativas e de animação para os participantes.
Com exclusivo enfoque no respeito pelo meio ambiente e utilizadores, a marca de produtos ecológicos L’Arbre Vert terá um espaço que será dedicado à divulgação das temáticas ecológicas.
Visite-nos, responda aos nossos Eco-Quizes e receba as fantásticas ofertas que temos para lhe oferecer!
Para mais informações acerca deste evento consulte os websites www.larbrevert.pt ou www.greenfestival.pt.
L’Arbre Vert estará presente no Barrigas de Amor 2011

A 5ª edição do Barrigas de Amor está agendada para o próximo dia 3 de Julho no Parque dos Poetas em Oeiras. Este evento, que decorrerá entre as 10 e as 20 horas, tem entrada livre e contará uma vez mais com a presença da marca L’Arbre Vert.
Com enfoque na temática da família, este evento ao ar livre especialmente dedicado às grávidas, mulheres em idade fértil, bebés e crianças, disponibilizará mais de 200 actividades e palestras, bem como diversas áreas de informação, exposição, animação, diversão e espectáculo.
Com o intuito de despertar os visitantes para a importância das questões ambientais, no espaço L’Arbre Vert todos serão recebidos com muita animação! Visite-nos, responda aos nossos quizes ecológicos e receba as fantásticas ofertas que temos para lhe oferecer!
Reserve este dia para si e para os seus e não falte a mais uma edição do Barrigas de Amor!
Para mais informação acerca deste evento consulte consulte os websites www.larbrevert.pt ou www.barrigasdeamor.pt.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
L'Arbre Vert estabelece parceria com Centro Pré e Pós Parto

Os produtos ecológicos L’Arbre Vert apresentam formulações que garantem total eficácia na utilização, assegurando o respeito pelos utilizadores e pelo Meio Ambiente.
Na vanguarda dos produtos ecológicos certificados – Rótulo Ecológico da União Europeia – a marca L’Arbre Vert dispõe de uma gama de produtos eficazes, que oferece preços competitivos e garantias ambientais, de modo a que todos possamos contribuir para a protecção do nosso planeta.
No âmbito do lançamento do Detergente de Roupa para Bebé, a L’Arbre Vert estabelece uma parceria com o Centro Pré e Pós Parto.
Conhecer e saber diferenciar produtos e seus componentes, no que concerne ao respeito pelas roupas delicadas e pele sensível do bebé, é um tema importante a considerar e para o qual as características especiais do Detergente de Roupa para Bebé L’Arbre Vert se assumem como uma mais valia.
Para mais informações consulte os websites: www.larbrevert.pt e www.preeposparto.com.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Cimeira de Cancún cria Fundo Verde para os países menos desenvolvidos
A conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas conseguiu um acordo, entre os 193 países participantes, para a criação de um Fundo Verde para ajudar os países menos desenvolvidos nos esforços de preservação do ambiente, avança a a agência Lusa.
Embora tendo sido mais uma cimeira sem compromissos para maiores reduções nas emissões de dióxido de carbono, o maior problema na luta contra as alterações climáticas, esta foi a primeira vez em três anos em que a cimeira das 193 nações adoptou alguns acordos globais, depois dos fracassos de Copenhaga.
O Fundo Verde Climático (GCF) é criado dentro da convenção quadro que contará com um conselho com 24 países membros e um fideicomissário (responsável que estipula a obrigação de transmitir a outro e as condições em que isso é feito), que num primeiro momento será o Banco Mundial.
Será também criada uma comissão de transmissão formado por 40 países, 15 dos quais países ricos e industrializados e os restantes países em desenvolvimento.
Ficou incorporada na declaração final o compromisso de proporcionar 30 mil milhões de dólares de financiamento rápido (fast start) para o período 2008-2012.
É ainda reafirmada a necessidade, já reconhecida em Copenhaga, de «mobilizar 100 mil milhões de dólares por ano (76 mil milhões de euros) a partir de 2020 para atender as necessidades dos países em desenvolvimento».
Os acordos de Cancún criam, portanto, as instituições para levar tecnologia e fundos aos países pobres, embora sem definir de onde virão esses fundos.
Sem assumirem compromissos específicos a este nível, os países concordam em «elevar o nível de ambição» das reduções de emissões de gases com efeitos de estufa e propõem aos países com vinculo com o protocolo de Quioto «que em 2020 reduzam as emissões entre 25 e 40 por cento em relação aos níveis de 1990».
(Fonte: Portugal Diário)
Embora tendo sido mais uma cimeira sem compromissos para maiores reduções nas emissões de dióxido de carbono, o maior problema na luta contra as alterações climáticas, esta foi a primeira vez em três anos em que a cimeira das 193 nações adoptou alguns acordos globais, depois dos fracassos de Copenhaga.
O Fundo Verde Climático (GCF) é criado dentro da convenção quadro que contará com um conselho com 24 países membros e um fideicomissário (responsável que estipula a obrigação de transmitir a outro e as condições em que isso é feito), que num primeiro momento será o Banco Mundial.
Será também criada uma comissão de transmissão formado por 40 países, 15 dos quais países ricos e industrializados e os restantes países em desenvolvimento.
Ficou incorporada na declaração final o compromisso de proporcionar 30 mil milhões de dólares de financiamento rápido (fast start) para o período 2008-2012.
É ainda reafirmada a necessidade, já reconhecida em Copenhaga, de «mobilizar 100 mil milhões de dólares por ano (76 mil milhões de euros) a partir de 2020 para atender as necessidades dos países em desenvolvimento».
Os acordos de Cancún criam, portanto, as instituições para levar tecnologia e fundos aos países pobres, embora sem definir de onde virão esses fundos.
Sem assumirem compromissos específicos a este nível, os países concordam em «elevar o nível de ambição» das reduções de emissões de gases com efeitos de estufa e propõem aos países com vinculo com o protocolo de Quioto «que em 2020 reduzam as emissões entre 25 e 40 por cento em relação aos níveis de 1990».
(Fonte: Portugal Diário)
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Relatório da Comissão Europeia admite fracasso nos objectivos para a biodiversidade
O relatório divulgado este mês pela Comissão Europeia vem dar contornos oficiais ao que já se sabia: a União Europeia não atingiu o objectivo de travar a perda da biodiversidade em território europeu até 2010. A avaliação do Plano de Acção sobre a Biodiversidade (PAB) sublinha que são necessários maiores progressos, na estratégia pós-2010, no que diz respeito a disponibilização de meios financeiros, integração de questões relacionadas com a biodiversidade noutras políticas sectoriais e preenchimento de lacunas existentes a nível político.
Não obstante, o documento apresenta ainda progressos significativos ao longo dos últimos dois anos. O alargamento dos sítios Natura 2000, aliado a uma protecção mais eficaz destas zonas europeias protegidas é avaliado como um sinal positivo em prol da biodiversidade. Outros avanços passam pela melhoria da base europeia de conhecimentos e pelo estabelecimento de novas ligações entre biodiversidade e alterações climáticas.
Em termos do trabalho feito em políticas sectoriais, o relatório de avaliação do PAB salienta as mudanças positivas na Política Agrícola Comum (PAC), Política Comum de Pescas (PCP) e na política de Energia da União. Em 2009, a Comissão Europeu realizou um “exame de saúde” da PAC, através do qual identificou a biodiversidade como um dos cinco novos desafios da PAC e introduziu novas normas relativas ao estabelecimento de habitates e de faixas de protecção ao longo de cursos de água.
No que diz respeito à PCP, e com a reforma legislativa em curso, a Comissão adoptou, também no ano passado, o Livro Verde sobre a Reforma da Política de Pescas, que sublinha o impacto das pescas na biodiversidade marinha. Já no domínio da energia, o relatório salienta os progressos com vista à adopção de critérios de sustentabilidade para os biocombustíveis líquidos assim como os esforços feitos para o desenvolvimento de energias renováveis.
Pegada ecológica aumentou 33% em 40 anos
No entanto, os progressos assinalados não conseguem mascarar a realidade europeia em termos de biodiversidade. Nos últimos 40 anos, a pegada ecológica da Europa, que compara a procura humana com as reservas ecológicas, registou um aumento de 33 por cento. Além disso, os serviços ecossistémicos europeus têm um estatuto misto ou degradado, o que significa, na prática, que a Europa deixou de ser capaz de produzir serviços ambientais básicos – ar e água não poluídos, por exemplo – com um nível óptimo de qualidade e quantidade.
«As ameaças no resto do mundo são ainda maiores do que na UE. É por isso que se torna imperativo que a Conferência de Nagoya defina uma forte estratégia mundial para a protecção da biodiversidade e dos ecossistemas», afirma o Comissário para o Ambiente, Janez Potočnik.
Agendada entre os dias 18 e 25 de Outubro, no Japão, a Conferência para a Diversidade Biológica de Nagoya, no Japão, visa alcançar um acordo global para a biodiversidade até 2020.
(Fonte: Ambiente Online)
Não obstante, o documento apresenta ainda progressos significativos ao longo dos últimos dois anos. O alargamento dos sítios Natura 2000, aliado a uma protecção mais eficaz destas zonas europeias protegidas é avaliado como um sinal positivo em prol da biodiversidade. Outros avanços passam pela melhoria da base europeia de conhecimentos e pelo estabelecimento de novas ligações entre biodiversidade e alterações climáticas.
Em termos do trabalho feito em políticas sectoriais, o relatório de avaliação do PAB salienta as mudanças positivas na Política Agrícola Comum (PAC), Política Comum de Pescas (PCP) e na política de Energia da União. Em 2009, a Comissão Europeu realizou um “exame de saúde” da PAC, através do qual identificou a biodiversidade como um dos cinco novos desafios da PAC e introduziu novas normas relativas ao estabelecimento de habitates e de faixas de protecção ao longo de cursos de água.
No que diz respeito à PCP, e com a reforma legislativa em curso, a Comissão adoptou, também no ano passado, o Livro Verde sobre a Reforma da Política de Pescas, que sublinha o impacto das pescas na biodiversidade marinha. Já no domínio da energia, o relatório salienta os progressos com vista à adopção de critérios de sustentabilidade para os biocombustíveis líquidos assim como os esforços feitos para o desenvolvimento de energias renováveis.
Pegada ecológica aumentou 33% em 40 anos
No entanto, os progressos assinalados não conseguem mascarar a realidade europeia em termos de biodiversidade. Nos últimos 40 anos, a pegada ecológica da Europa, que compara a procura humana com as reservas ecológicas, registou um aumento de 33 por cento. Além disso, os serviços ecossistémicos europeus têm um estatuto misto ou degradado, o que significa, na prática, que a Europa deixou de ser capaz de produzir serviços ambientais básicos – ar e água não poluídos, por exemplo – com um nível óptimo de qualidade e quantidade.
«As ameaças no resto do mundo são ainda maiores do que na UE. É por isso que se torna imperativo que a Conferência de Nagoya defina uma forte estratégia mundial para a protecção da biodiversidade e dos ecossistemas», afirma o Comissário para o Ambiente, Janez Potočnik.
Agendada entre os dias 18 e 25 de Outubro, no Japão, a Conferência para a Diversidade Biológica de Nagoya, no Japão, visa alcançar um acordo global para a biodiversidade até 2020.
(Fonte: Ambiente Online)
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
L’Arbre Vert marca presença no Green Fest

A marca de produtos ecológicos L’Arbre Vert estará presente na 3ª Edição do Green Festival. No espaço L’Arbre Vert haverá a possibilidade de responder a Eco-Quizes e as ofertas ecológicas estão garantidas!
Destinados a divulgar as vantagens da marca e produtos, bem como conselhos para ser mais amigo do ambiente, os Quizes L’Arbre Vert são uma actividade divertida que ajuda à proliferação da educação ambiental.
A realizar-se entre os dias 10 e 17 de Setembro de 2010 no Centro de Congressos do Estoril, o Green Festival é ja uma referência na área do desenvolvimento sustentável. Aliada ao Ano Internacional da Biodiversidade e ao Ano Europeu Contra a Pobreza e Exclusão Social, esta edição está de volta com um vasto programa de actividades destinado a sensibilizar os participantes para a importância de um futuro mais verde, solidário, equilibrado e repleto de bem-estar. Música, actividades para crianças, contacto com empresas sustentáveis, compras ecológicas, alimentação saudável, swap market, passatempos, pedipaper, mercado biológico, aulas de yoga, meditação ou massagens são algumas das iniciativas previstas. Para mais informações acerca da marca L’Arbre Vert e do evento Green Festival, consulte os websites: www.larbrevert.pt e www.greenfestival.pt/2010.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Quercus denuncia falta de conservação da floresta portuguesa
A falta de conservação da floresta portuguesa tem sido a grande falha no combate aos incêndios dos últimos anos, denuncia hoje a Quercus. A associação defende um cadastro “actualizado e rigoroso” e a aposta nas espécies autóctones.
Ainda que a coordenação e combate aos incêndios tenha melhorado, a prevenção “continua a tardar”, comenta a Quercus em comunicado. Neste capítulo, um dos maiores problemas continua a ser “ordenar o que não se conhece”. Como alternativa, a associação defende um novo cadastro geométrico da propriedade rústica, promovendo o “associativismo e a gestão da estrutura minifundiária” no Norte e Centro do país.
Além disso, a associação pede a realização de um novo Inventário Florestal Nacional. O último data de 2005/2006. Este documento deve incluir “informação detalhada e actualizada sobre as espécies que ocupam o território, definindo claramente as áreas de povoamentos, matos e jovens povoamentos em regeneração natural que, frequentemente, são incluídos na área de matos”, explica.
A Quercus diz ainda que se deve operacionalizar no terreno as Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), enquanto áreas de gestão conjunta, e que se deve dar “particular atenção à necessidade de conter a dispersão urbanística nos espaços florestais”. “Aliás, Portugal parece particularmente empenhado em destruir a sua própria floresta, autorizando diversos projectos de urbanização em áreas condicionadas, nomeadamente áreas de montado de sobro e azinho e florestas litorais”.
A Quercus coloca no centro do ordenamento florestal a “diversificação da paisagem no espaço rural”, apostando na silvicultura preventiva sustentável e nas espécies folhosas autóctones, como o carvalho e o sobreiro. De acordo com o Inventário Florestal Nacional, enquanto o eucalipto se tem mantido estável, a azinheira e carvalho registaram uma queda abrupta.
Nesta série de recomendações, a associação inclui ainda a urgência em “agilizar o acesso às verbas previstas no Fundo Florestal Permanente e no PRODER para a gestão da floresta”. Além disso defende mais apoios financeiros e técnicos à plantação e gestão da floresta autóctone e não apenas às espécies de crescimento rápido.
Segundo os últimos dados da Autoridade Florestal Nacional, até 15 de Agosto foram registadas 14.661 ocorrências, das quais 2449 incêndios florestais, que resultaram numa área ardida de 71.687 hectares.
(Fonte: Ecosfera - Público)
Ainda que a coordenação e combate aos incêndios tenha melhorado, a prevenção “continua a tardar”, comenta a Quercus em comunicado. Neste capítulo, um dos maiores problemas continua a ser “ordenar o que não se conhece”. Como alternativa, a associação defende um novo cadastro geométrico da propriedade rústica, promovendo o “associativismo e a gestão da estrutura minifundiária” no Norte e Centro do país.
Além disso, a associação pede a realização de um novo Inventário Florestal Nacional. O último data de 2005/2006. Este documento deve incluir “informação detalhada e actualizada sobre as espécies que ocupam o território, definindo claramente as áreas de povoamentos, matos e jovens povoamentos em regeneração natural que, frequentemente, são incluídos na área de matos”, explica.
A Quercus diz ainda que se deve operacionalizar no terreno as Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), enquanto áreas de gestão conjunta, e que se deve dar “particular atenção à necessidade de conter a dispersão urbanística nos espaços florestais”. “Aliás, Portugal parece particularmente empenhado em destruir a sua própria floresta, autorizando diversos projectos de urbanização em áreas condicionadas, nomeadamente áreas de montado de sobro e azinho e florestas litorais”.
A Quercus coloca no centro do ordenamento florestal a “diversificação da paisagem no espaço rural”, apostando na silvicultura preventiva sustentável e nas espécies folhosas autóctones, como o carvalho e o sobreiro. De acordo com o Inventário Florestal Nacional, enquanto o eucalipto se tem mantido estável, a azinheira e carvalho registaram uma queda abrupta.
Nesta série de recomendações, a associação inclui ainda a urgência em “agilizar o acesso às verbas previstas no Fundo Florestal Permanente e no PRODER para a gestão da floresta”. Além disso defende mais apoios financeiros e técnicos à plantação e gestão da floresta autóctone e não apenas às espécies de crescimento rápido.
Segundo os últimos dados da Autoridade Florestal Nacional, até 15 de Agosto foram registadas 14.661 ocorrências, das quais 2449 incêndios florestais, que resultaram numa área ardida de 71.687 hectares.
(Fonte: Ecosfera - Público)
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Catástrofes alertam para efeitos de aquecimento global
Entre canícula, seca e inundações, os acontecimentos excepcionais que se desenrolam este verão, da Rússia ao Paquistão, remetem para as perspectivas sombrias dos efeitos futuros das mudanças climáticas, noticia a Lusa.
Os climatólogos interrogados pela agência noticiosa AFP recusam correlacionar as catástrofes que atingem a Federação Russa, o Paquistão, a China ou a Europa de Leste, argumentando com a falta de histórico.
Mas todos as consideram «coerentes» com as conclusões do Grupo Intergovernamental de Peritos sobre as Mudanças Climáticas (GIEC).
«São acontecimentos que se reproduzem e se intensificam num clima perturbado pela poluição dos gases com efeito de estufa», adianta Jean-Pascal Van Ypersele, vice-presidente do GIEC.
«Os acontecimentos extremos são uma das maneiras pelas quais as mudanças climáticas se tornam dramaticamente perceptíveis», acrescentou.
Terra nunca esteve tão quente
A Agência dos Estados Unidos para os Oceanos e a Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês) assegura que o planeta nunca esteve tão quente como no primeiro semestre de 2010.
Ora, segundo o GIEC, num clima que está a aquecer, as secas e as vagas de calor, como a que ocorre na Federação Russa e em 18 Estados norte-americanos, tornar-se-ão mais intensas e mais longas.
«Que se trate de frequência ou de intensidade, praticamente em cada ano batem-se recordes, às vezes até na mesma semana: na Rússia, o recorde absoluto observado em Moscovo, nunca visto desde o início dos registos meteorológicos há 130 anos (38,2 graus Celsius no fim de Julho), foi batido no início de Agosto. No Paquistão, as inundações nunca conheceram uma tal amplitude geográfica», sublinha Omar Baddour, encarregado de acompanhar a evolução do clima mundial na Organização Meteorológica Mundial.
«Encontramo-nos, nos dois casos, numa situação sem precedentes», assegurou.
«A sucessão de extremos e a aceleração dos registos são conformes às projecções do GIEC. Mas é preciso observar estes extremos ao longo de vários anos para tirar conclusões em termos de clima», relativizou.
Tanto assim que as inundações no Paquistão poderão ser imputáveis ao fenómeno La Niña que - ao contrário do El Niño, ao qual sucede normalmente - é provocado por um arrefecimento acentuado da temperatura na superfície do Oceano Pacífico Central.
«De maneira geral, o El Niño provoca uma seca no subcontinente indiano e no Sahel. Com o La Niña é o contrário», adiantou Baddour.
O climatólogo britânico Andrew Watson justificou o calor atual com o El Niño do ano passado.
«Sabemos que depois do El Niño segue-se um ano particularmente quente, e é o que se está a passar», apontou.
O especialista adiantou que os extremos observados este ano são «totalmente coerentes com os relatórios do Grupo Intergovernamental de Peritos sobre as Mudanças Climáticas e com as previsões de 99 por cento dos cientistas».
(Fonte: Diario.iol.pt)
Os climatólogos interrogados pela agência noticiosa AFP recusam correlacionar as catástrofes que atingem a Federação Russa, o Paquistão, a China ou a Europa de Leste, argumentando com a falta de histórico.
Mas todos as consideram «coerentes» com as conclusões do Grupo Intergovernamental de Peritos sobre as Mudanças Climáticas (GIEC).
«São acontecimentos que se reproduzem e se intensificam num clima perturbado pela poluição dos gases com efeito de estufa», adianta Jean-Pascal Van Ypersele, vice-presidente do GIEC.
«Os acontecimentos extremos são uma das maneiras pelas quais as mudanças climáticas se tornam dramaticamente perceptíveis», acrescentou.
Terra nunca esteve tão quente
A Agência dos Estados Unidos para os Oceanos e a Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês) assegura que o planeta nunca esteve tão quente como no primeiro semestre de 2010.
Ora, segundo o GIEC, num clima que está a aquecer, as secas e as vagas de calor, como a que ocorre na Federação Russa e em 18 Estados norte-americanos, tornar-se-ão mais intensas e mais longas.
«Que se trate de frequência ou de intensidade, praticamente em cada ano batem-se recordes, às vezes até na mesma semana: na Rússia, o recorde absoluto observado em Moscovo, nunca visto desde o início dos registos meteorológicos há 130 anos (38,2 graus Celsius no fim de Julho), foi batido no início de Agosto. No Paquistão, as inundações nunca conheceram uma tal amplitude geográfica», sublinha Omar Baddour, encarregado de acompanhar a evolução do clima mundial na Organização Meteorológica Mundial.
«Encontramo-nos, nos dois casos, numa situação sem precedentes», assegurou.
«A sucessão de extremos e a aceleração dos registos são conformes às projecções do GIEC. Mas é preciso observar estes extremos ao longo de vários anos para tirar conclusões em termos de clima», relativizou.
Tanto assim que as inundações no Paquistão poderão ser imputáveis ao fenómeno La Niña que - ao contrário do El Niño, ao qual sucede normalmente - é provocado por um arrefecimento acentuado da temperatura na superfície do Oceano Pacífico Central.
«De maneira geral, o El Niño provoca uma seca no subcontinente indiano e no Sahel. Com o La Niña é o contrário», adiantou Baddour.
O climatólogo britânico Andrew Watson justificou o calor atual com o El Niño do ano passado.
«Sabemos que depois do El Niño segue-se um ano particularmente quente, e é o que se está a passar», apontou.
O especialista adiantou que os extremos observados este ano são «totalmente coerentes com os relatórios do Grupo Intergovernamental de Peritos sobre as Mudanças Climáticas e com as previsões de 99 por cento dos cientistas».
(Fonte: Diario.iol.pt)
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Barrigas de Amor

A marca L’Arbre Vert irá patrocinar o evento “Barrigas de Amor", especialmente dedicado às grávidas, aos bebés, às mamãs, aos pais e aos avós.
No espaço L'Arbre Vert, dedicado à divulgação dos eco-produtos no âmbito da consciencialização das questões ecológicas, serão desenvolvidas diversas dinâmicas, tais como a possibilidade de responder a Eco-Quizes com ofertas L'Arbre Vert ou Modelagem de balões e pinturas faciais para crianças. A L'Arbre Vert efectuará também uma palestra, que se realizará às 10h00 no espaço "Info Barrigas", acerca dos "Cuidados a ter na lavagem da roupa do seu bebé".
Para mais informações acerca das actividades que irão acontecer nesta festa dedicada a todas as famílias, consulte o website www.barrigasdeamor.pt.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
40º aniversário do Dia da Terra
A Quercus junta-se a milhares de outras organizações para, em 2010, assinalar, pela quadragésima vez, o Dia da Terra. Infelizmente, quatro décadas passadas desde o momento em que se designou internacionalmente um dia para celebrar o Planeta Terra, os dados indicam que o caminho percorrido não tem ido no bom sentido e a nossa capacidade de conhecer e respeitar os limites da sustentabilidade do Planeta não tem progredido. Portugal, para além do défice económico, tem também problemas sérios com o défice ecológico.
O panorama global
Os dados mais recentes apontam para o facto de, enquanto civilização humana, estarmos prestes a causar um cataclismo de magnitude planetária, de que as alterações climáticas são apenas um dos sintomas. O actual sistema de produção e consumo intensivos pode ser comparado à imagem de um cometa em rota de colisão com o Planeta Terra.
Para já estamos a sentir apenas a chegada de pequenos fragmentos que acompanham o cometa principal. Contudo, a aproximação é rápida, pelo que o tempo para reagir começa a escassear.
Alguns dados de contexto:- A pegada ecológica global excede em cerca de 40% a capacidade de carga do Planeta, pelo que precisaríamos de 1,4 planetas para suprir todas as necessidades actuais, sem afectar o equilibrio do planeta;
- Mais de ¾ da população mundial vive em países em débito ecológico (biocapacidade abaixo das necessidades, ou seja, não conseguem produzir dentro das suas fronteiras os recursos que consomem, nem desfazer-se dos resíduos que produzem);
- A pegada ecológica do cidadão europeu ocupa, em média, 4,6 hectares globais e a de um cidadão dos EUA 9,6 hectares globais (tendo presente que a disponibilidade global é de 1,8 hectares globais per capita);
- Este desrespeito pelos limites do planeta Terra acontece quando apenas mil milhões de pessoas têm uma vida abastada, mil a dois mil milhões vivem em economias de transição e cerca de três a quatro mil milhões sobrevivem com apenas alguns euros por dia;
- Considerando que a população mundial em 2050 terá previsivelmente crescido dos actuais 6 mil milhões para 9 mil milhões, para que consigamos viver dentro dos limites do planeta será necessário que:
- Os cidadãos europeus reduzam a sua pegada ecológica para 25% da actual
- Os cidadãos dos EUA reduzam a sua pegada ecológica para 10% da actual.
O défice ecológico nacional
Segundo dados de 2009, Portugal apresenta uma pegada ecológica de 4,4 hectares globais per capita (hg/per capita), tendo uma biocapacidade de apenas 1,2 hg/per capita. Em suma, o défice português é de cerca de 3,2 hg/per capita, ou seja, a pegada ecológica nacional está mais de 350% acima da nossa capacidade produtiva e de processamento dos resíduos que produzimos.
Se todos os países do mundo apresentassem esta pegada, seriam necessários 2,5 planetas. Como só temos um planeta à disposição, é urgente alterar a forma como nos relacionamos com o ambiente que nos rodeia.
O contributo de cada um de nós
Todos podemos e devemos ser agentes de mudança e promotores de um desenvolvimento sustentável nos diversos contextos da nossa vida, enquanto filhos, educadores, profissionais, amigos, vizinhos, etc.. Abdicar desse papel equivalerá a contribuir directamente para a manutenção da abordagem que nos conduziu à presente situação de desequilíbrio. E este é um cenário em que todos perdem e, logo, a evitar a todo o custo. Aqui ficam algumas propostas:
- Reduzir o consumo de carne proveniente da produção intensiva e consequentemente preferir alimentos de origem vegetal (frutas, legumes, cereais e leguminosas)
- Preferir alimentos produzidos em modo biológico ou biodinâmico
- Não adquirir animais ou produtos de animais em vias de extinção
- Plantar espécies autóctones
- Poupar água
- Reduzir o consumo de energia
- Pensar muito bem antes de comprar um qualquer bem ou serviço (reflectir sobre a sua necessidade, utilidade e impacto em termos de sustentabilidade/gasto de recursos, poluição e impacto no fim da vida, condições sociais em que foi produzido)
- Preferir produtos nacionais
- Andar a pé, de bicicleta e de transportes colectivos
- Respeitar os mesmos princípios em qualquer contexto: trabalho, escola, férias, etc.
- Exigir que os nossos representantes políticos assumam políticas que promovam a sustentabilidade
- Exigir que as empresas disponibilizem produtos e serviços mais sustentáveis e que o comprovem através de certificações independentes
São apenas alguns exemplos do muito que qualquer cidadão comum pode fazer para ajudar o Planeta que é a NOSSA CASA COMUM
(Fonte: !Pela Natureza)
O panorama global
Os dados mais recentes apontam para o facto de, enquanto civilização humana, estarmos prestes a causar um cataclismo de magnitude planetária, de que as alterações climáticas são apenas um dos sintomas. O actual sistema de produção e consumo intensivos pode ser comparado à imagem de um cometa em rota de colisão com o Planeta Terra.
Para já estamos a sentir apenas a chegada de pequenos fragmentos que acompanham o cometa principal. Contudo, a aproximação é rápida, pelo que o tempo para reagir começa a escassear.
Alguns dados de contexto:- A pegada ecológica global excede em cerca de 40% a capacidade de carga do Planeta, pelo que precisaríamos de 1,4 planetas para suprir todas as necessidades actuais, sem afectar o equilibrio do planeta;
- Mais de ¾ da população mundial vive em países em débito ecológico (biocapacidade abaixo das necessidades, ou seja, não conseguem produzir dentro das suas fronteiras os recursos que consomem, nem desfazer-se dos resíduos que produzem);
- A pegada ecológica do cidadão europeu ocupa, em média, 4,6 hectares globais e a de um cidadão dos EUA 9,6 hectares globais (tendo presente que a disponibilidade global é de 1,8 hectares globais per capita);
- Este desrespeito pelos limites do planeta Terra acontece quando apenas mil milhões de pessoas têm uma vida abastada, mil a dois mil milhões vivem em economias de transição e cerca de três a quatro mil milhões sobrevivem com apenas alguns euros por dia;
- Considerando que a população mundial em 2050 terá previsivelmente crescido dos actuais 6 mil milhões para 9 mil milhões, para que consigamos viver dentro dos limites do planeta será necessário que:
- Os cidadãos europeus reduzam a sua pegada ecológica para 25% da actual
- Os cidadãos dos EUA reduzam a sua pegada ecológica para 10% da actual.
O défice ecológico nacional
Segundo dados de 2009, Portugal apresenta uma pegada ecológica de 4,4 hectares globais per capita (hg/per capita), tendo uma biocapacidade de apenas 1,2 hg/per capita. Em suma, o défice português é de cerca de 3,2 hg/per capita, ou seja, a pegada ecológica nacional está mais de 350% acima da nossa capacidade produtiva e de processamento dos resíduos que produzimos.
Se todos os países do mundo apresentassem esta pegada, seriam necessários 2,5 planetas. Como só temos um planeta à disposição, é urgente alterar a forma como nos relacionamos com o ambiente que nos rodeia.
O contributo de cada um de nós
Todos podemos e devemos ser agentes de mudança e promotores de um desenvolvimento sustentável nos diversos contextos da nossa vida, enquanto filhos, educadores, profissionais, amigos, vizinhos, etc.. Abdicar desse papel equivalerá a contribuir directamente para a manutenção da abordagem que nos conduziu à presente situação de desequilíbrio. E este é um cenário em que todos perdem e, logo, a evitar a todo o custo. Aqui ficam algumas propostas:
- Reduzir o consumo de carne proveniente da produção intensiva e consequentemente preferir alimentos de origem vegetal (frutas, legumes, cereais e leguminosas)
- Preferir alimentos produzidos em modo biológico ou biodinâmico
- Não adquirir animais ou produtos de animais em vias de extinção
- Plantar espécies autóctones
- Poupar água
- Reduzir o consumo de energia
- Pensar muito bem antes de comprar um qualquer bem ou serviço (reflectir sobre a sua necessidade, utilidade e impacto em termos de sustentabilidade/gasto de recursos, poluição e impacto no fim da vida, condições sociais em que foi produzido)
- Preferir produtos nacionais
- Andar a pé, de bicicleta e de transportes colectivos
- Respeitar os mesmos princípios em qualquer contexto: trabalho, escola, férias, etc.
- Exigir que os nossos representantes políticos assumam políticas que promovam a sustentabilidade
- Exigir que as empresas disponibilizem produtos e serviços mais sustentáveis e que o comprovem através de certificações independentes
São apenas alguns exemplos do muito que qualquer cidadão comum pode fazer para ajudar o Planeta que é a NOSSA CASA COMUM
(Fonte: !Pela Natureza)
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Dia da Terra: Amanhã dia 22 de Abril
Por ocasião da celebração do «Dia da Terra», que se festeja esta quarta-feira, o Partido Ecologista «Os Verdes» (PEV) e a Quercus afirmam ao tvi24.pt que os cidadãos portugueses estão cada vez mais sensíveis para as questões ambientais, mas reforçam que os sucessivos governos não têm cumprido a sua parte.
Filipa Alves, da Quercus, não tem dúvidas de que «nos últimos anos tem havido uma maior procura por informações relativas à área do ambiente e uma maior preocupação nesse sentido», fenómeno que apesar de abranger «muitos jovens em idade escolar» alastra-se «de um modo geral a todas as faixas etárias». Esta abertura «deve-se à forma pró-activa de alerta aos cidadãos para a sensibilização em assuntos ambientais» por parte das organizações responsáveis, que também pressionam «os governos para que cumpram as promessas na área do ambiente».
«Governos não têm política ambiental real»
No entanto, o PEV considera que «os sucessivos governos não têm tido uma real política ambiental, pois a economia, o lucro e o interesse de alguns sobrepõem-se ao bem-estar de todos, levando à existência e concretização de medidas que lesam o ambiente». À primeira vista «pode dizer-se que existe uma maior sensibilidade, mas é somente ao nível de intenções, pois "parece bem" e faz de propaganda a defesa do ambiente», contudo o «planeta não pode viver só de intenções».
No sentido de inverter a situação, «o PEV irá continuar a realizar propostas, medidas de defesa e preservação do ambiente nas diversas áreas de acção humanas. Temos propostas na área da segurança alimentar, alterações climáticas, energia, transportes e mobilidade, água, agricultura e pescas».
Escassez da água é problema do século
Rita Nunes, também da Quercus, considera que o «Plano Nacional para as Alterações Climáticas, está bastante atrasado. Medidas como a utilização de transportes colectivos e o abandono do transporte privado não estão a ter os resultados previstos».
Alertou ainda para o perigo de «escassez da água» que acredita ser «o maior problema do século como consequência das alterações climáticas».
«Os Verdes» acrescentam que, para além da escassez da água potável, tudo o que não permite o desenvolvimento sustentável, que prejudica e compromete as gerações de agora e futuras são uma ameaça para a Terra. As alterações climáticas, a desertificação dos solos e a perda de biodiversidade são exemplos disso mesmo».
Celebrar a Terra todos os dias
O Partido Ecologista celebra este dia criado em 1970, pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson, que deu origem à Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), com a consciência de que «não é só neste dia que nos devemos consciencializar para esta questão, mas sim em todos os dias pois é urgente fazer algo para mudar consciências e mentalidades».
Sublinha que «os diversos acordos e conferências internacionais por si só não resolvem o problema, é preciso passar à acção para fazer o que ainda falta», no entanto «assinalar o Dia da Terra é essencial para alertar, esclarecer e lembrar a importância que o planeta tem para a existência da vida, tal como a conhecemos».
(Fonte: TVI 24)
Filipa Alves, da Quercus, não tem dúvidas de que «nos últimos anos tem havido uma maior procura por informações relativas à área do ambiente e uma maior preocupação nesse sentido», fenómeno que apesar de abranger «muitos jovens em idade escolar» alastra-se «de um modo geral a todas as faixas etárias». Esta abertura «deve-se à forma pró-activa de alerta aos cidadãos para a sensibilização em assuntos ambientais» por parte das organizações responsáveis, que também pressionam «os governos para que cumpram as promessas na área do ambiente».
«Governos não têm política ambiental real»
No entanto, o PEV considera que «os sucessivos governos não têm tido uma real política ambiental, pois a economia, o lucro e o interesse de alguns sobrepõem-se ao bem-estar de todos, levando à existência e concretização de medidas que lesam o ambiente». À primeira vista «pode dizer-se que existe uma maior sensibilidade, mas é somente ao nível de intenções, pois "parece bem" e faz de propaganda a defesa do ambiente», contudo o «planeta não pode viver só de intenções».
No sentido de inverter a situação, «o PEV irá continuar a realizar propostas, medidas de defesa e preservação do ambiente nas diversas áreas de acção humanas. Temos propostas na área da segurança alimentar, alterações climáticas, energia, transportes e mobilidade, água, agricultura e pescas».
Escassez da água é problema do século
Rita Nunes, também da Quercus, considera que o «Plano Nacional para as Alterações Climáticas, está bastante atrasado. Medidas como a utilização de transportes colectivos e o abandono do transporte privado não estão a ter os resultados previstos».
Alertou ainda para o perigo de «escassez da água» que acredita ser «o maior problema do século como consequência das alterações climáticas».
«Os Verdes» acrescentam que, para além da escassez da água potável, tudo o que não permite o desenvolvimento sustentável, que prejudica e compromete as gerações de agora e futuras são uma ameaça para a Terra. As alterações climáticas, a desertificação dos solos e a perda de biodiversidade são exemplos disso mesmo».
Celebrar a Terra todos os dias
O Partido Ecologista celebra este dia criado em 1970, pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson, que deu origem à Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), com a consciência de que «não é só neste dia que nos devemos consciencializar para esta questão, mas sim em todos os dias pois é urgente fazer algo para mudar consciências e mentalidades».
Sublinha que «os diversos acordos e conferências internacionais por si só não resolvem o problema, é preciso passar à acção para fazer o que ainda falta», no entanto «assinalar o Dia da Terra é essencial para alertar, esclarecer e lembrar a importância que o planeta tem para a existência da vida, tal como a conhecemos».
(Fonte: TVI 24)
segunda-feira, 12 de abril de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Secretário da ONU para as alterações climáticas demite-se
O chefe da ONU para as alterações climáticas, Yvo de Boer, anunciou que vai deixar a secretaria da Convenção das Nações Unidas - instituição que lidera desde 2006 - em Julho, depois de não se ter chegado a acordo na Cimeira de Copenhaga, em Dezembro do ano passado.
«Foi uma decisão difícil, mas acho que chegou o momento de assumir um novo desafio, a trabalhar sobre o clima e a sustentabilidade no sector privado e académico», explicou De Boer em comunicado, citado pelo diário espanhol «El País».
«Copenhaga não nos deu um acordo claro em termos jurídicos, mas o compromisso político de os países se dirigirem para um mundo com baixas emissões é irrevogável. Isto requer novas parcerias com o sector empresarial e agora tenho a oportunidade de contribuir para que tal aconteça», acrescentou.
A Cimeira foi descrita como «decepcionante» pela União Europeia. Além de vários dias de negociações quase em vão, esta foi ainda palco de vários incidentes e detenções de manifestantes durante protestos ecologistas.
De Boer vai continuar em funções até 1 de Julho e ajudará a dirigir as negociações até à XVI Conferência das Partes (COP XVI), que irá decorrer em Novembro no México.
(Fonte:Portugal Diário)
«Foi uma decisão difícil, mas acho que chegou o momento de assumir um novo desafio, a trabalhar sobre o clima e a sustentabilidade no sector privado e académico», explicou De Boer em comunicado, citado pelo diário espanhol «El País».
«Copenhaga não nos deu um acordo claro em termos jurídicos, mas o compromisso político de os países se dirigirem para um mundo com baixas emissões é irrevogável. Isto requer novas parcerias com o sector empresarial e agora tenho a oportunidade de contribuir para que tal aconteça», acrescentou.
A Cimeira foi descrita como «decepcionante» pela União Europeia. Além de vários dias de negociações quase em vão, esta foi ainda palco de vários incidentes e detenções de manifestantes durante protestos ecologistas.
De Boer vai continuar em funções até 1 de Julho e ajudará a dirigir as negociações até à XVI Conferência das Partes (COP XVI), que irá decorrer em Novembro no México.
(Fonte:Portugal Diário)
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Maiores emissores de CO2 estão entre os 55 países que já aderiram ao Acordo de Copenhaga
Cinquenta e cinco países, representando 78 por cento das emissões globais de dióxido de carbono (CO2), juntaram-se ao Acordo de Copenhaga – o resultado não-vinculativo da última cimeira das Nações Unidas sobre alterações climáticas, em Dezembro passado.
A ONU tinha dado um prazo até 31 de Janeiro para que os países manifestassem a sua intenção de aderir ao acordo, selado inicialmente entre cinco nações – Estados Unidos, China, Índia, Brasil e África do Sul. Na lista agora divulgada pelo secretariado da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas figuram 20 países em desenvolvimento e os demais são nações industrializadas ou em transição para uma economia de mercado, incluindo os 27 Estados-membros da União Europeia (UE). A ONU, no entanto, não contabiliza Chipre no saldo final, por não integrar o mesmo anexo da convenção onde estão os demais países da UE.
O Acordo de Copenhaga previa que cada país apresentasse que compromissos ou acções estão dispostos a fazer para reduzir a sua contribuição para o aquecimento global. Os países desenvolvidos submeteram sobretudo promessas que já tinham anunciado antes da cimeira de Copenhaga – desde os 17 por cento de redução de emissões dos Estados Unidos, entre 2005 e 2020, até aos 40 por cento da Noruega entre 1990 e 2020.
Poucos admitem compromissos unilaterais – como a União Europeia, que já assumiu internamente a meta de 20 por cento. A maior parte condiciona as suas promessas à adopção de um acordo internacional ambicioso e legalmente vincultativo, que inclua todos os maiores emissores mundiais de CO2. Os Estados Unidos fazem depender a sua meta da aprovação de um pacote legislativo interno, o qual está, porém, a enfrentar obstáculos no Senado. O Canadá alinhará com o que ficar decidido nos EUA.
Do lado dos países em desenvolvimento, os promessas são variadas. Alguns, como o Brasil, Indonésia, África do Sul e Singapura, propõem metas de redução relativa das suas emissões – isto é, um crescimento menor no futuro. A China e a Índia dizem que vão reduzir a sua intensidade carbónica, ou seja, emissões de CO2 por unidade do PIB. Outros, sobretudo países mais pobres, não avançam metas numéricas mas apresentam projectos concretos em áreas como energias renováveis, florestas ou transportes. As Maldivas afirmam que chegarão a 2020 neutras em carbono.
O Acordo de Copenhaga não tem carácter vinculativo e, na cimeira de Dezembro, os 194 países signatários da convenção climática da ONU apenas dele “tomaram nota”. Mas para o secretário executivo da convenção, Yvo de Boer, a resposta obtida até agora é um bom sinal. “É preciso maior ambição para se enfrentar o desafio [das alterações climáticas]. Mas vejo esses compromissos como claros sinais da vontade de avançar nas negociações rumo a uma conclusão bem sucedida”, afirma, num comunicado.
Depois do falhanço da cimeira de Copenhaga, que teoricamente deveria ter conduzido a um novo tratado internacional climático além do Protocolo de Quioto, as negociações formais prosseguem este ano, com nova data decisiva marcada para o fim do ano, no México.
(Fonte: Público.PT-Ecosfera)
A ONU tinha dado um prazo até 31 de Janeiro para que os países manifestassem a sua intenção de aderir ao acordo, selado inicialmente entre cinco nações – Estados Unidos, China, Índia, Brasil e África do Sul. Na lista agora divulgada pelo secretariado da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas figuram 20 países em desenvolvimento e os demais são nações industrializadas ou em transição para uma economia de mercado, incluindo os 27 Estados-membros da União Europeia (UE). A ONU, no entanto, não contabiliza Chipre no saldo final, por não integrar o mesmo anexo da convenção onde estão os demais países da UE.
O Acordo de Copenhaga previa que cada país apresentasse que compromissos ou acções estão dispostos a fazer para reduzir a sua contribuição para o aquecimento global. Os países desenvolvidos submeteram sobretudo promessas que já tinham anunciado antes da cimeira de Copenhaga – desde os 17 por cento de redução de emissões dos Estados Unidos, entre 2005 e 2020, até aos 40 por cento da Noruega entre 1990 e 2020.
Poucos admitem compromissos unilaterais – como a União Europeia, que já assumiu internamente a meta de 20 por cento. A maior parte condiciona as suas promessas à adopção de um acordo internacional ambicioso e legalmente vincultativo, que inclua todos os maiores emissores mundiais de CO2. Os Estados Unidos fazem depender a sua meta da aprovação de um pacote legislativo interno, o qual está, porém, a enfrentar obstáculos no Senado. O Canadá alinhará com o que ficar decidido nos EUA.
Do lado dos países em desenvolvimento, os promessas são variadas. Alguns, como o Brasil, Indonésia, África do Sul e Singapura, propõem metas de redução relativa das suas emissões – isto é, um crescimento menor no futuro. A China e a Índia dizem que vão reduzir a sua intensidade carbónica, ou seja, emissões de CO2 por unidade do PIB. Outros, sobretudo países mais pobres, não avançam metas numéricas mas apresentam projectos concretos em áreas como energias renováveis, florestas ou transportes. As Maldivas afirmam que chegarão a 2020 neutras em carbono.
O Acordo de Copenhaga não tem carácter vinculativo e, na cimeira de Dezembro, os 194 países signatários da convenção climática da ONU apenas dele “tomaram nota”. Mas para o secretário executivo da convenção, Yvo de Boer, a resposta obtida até agora é um bom sinal. “É preciso maior ambição para se enfrentar o desafio [das alterações climáticas]. Mas vejo esses compromissos como claros sinais da vontade de avançar nas negociações rumo a uma conclusão bem sucedida”, afirma, num comunicado.
Depois do falhanço da cimeira de Copenhaga, que teoricamente deveria ter conduzido a um novo tratado internacional climático além do Protocolo de Quioto, as negociações formais prosseguem este ano, com nova data decisiva marcada para o fim do ano, no México.
(Fonte: Público.PT-Ecosfera)
sábado, 16 de janeiro de 2010
As mudanças climáticas inevitáveis: Mais dois graus, mais milhões de refugiados
Milhões de pessoas vão tornar-se refugiadas climáticas quando os gelos começarem a fundir e as inundações a aumentar, alerta um especialista em clima ouvido pela Lusa, para quem a subida da temperatura média em mais de dois graus é já inevitável.
Para o climatologista Filipe Duarte Santos, tendo em conta que a temperatura já subiu face à era pré-industrial e que muitos países ainda não atingiram os seus picos de emissão, «já não é possível dizer que não iremos ultrapassar os dois graus centígrados, tidos como o nível de segurança a partir do qual há consequências irreversíveis».
Essas consequências incidem em várias áreas, particularmente a criosfera, cujo exemplo máximo é a Gronelândia, onde o gelo derrete a um ritmo de 239 quilómetros cúbicos por ano: montanhas de gelo com uma altitude equivalente à distância entre Setúbal e Coimbra. «Esta quantidade vai aumentar e começar a fundir de forma quase irreversível», acrescentou.
O investigador português Gonçalo Vieira, especialista em gelo, sublinha igualmente o «estado de desequilíbrio climático» em que se encontra esta grande ilha, que constitui «uma das áreas que mais preocupa a comunidade científica». O problema não é apenas a massa que perde, mas também a velocidade a que esse gelo está a fluir.
Segundo Filipe Duarte Santos, a fusão do gelo da Gronelândia e de outros glaciares de montanha são o que mais contribui para a subida do nível do mar, que pode ir até mais de um metro, afectando directamente as populações que habitam perto de bacias hidrográficas.
«No Bangladesh seis milhões de pessoas vivem numa faixa costeira com a altitude máxima de um metro. Estas pessoas terão que se ir embora, serão refugiados climáticos», disse, lembrando que há regiões já inundadas, como o Delta do Nilo.
Em Portugal, esta situação ainda não existe, mas já se verificam problemas de erosão no estuário do Tejo e do Sado, na ria Formosa e na ria de Aveiro.
Outro risco é o da acidificação dos oceanos, causado pelo dióxido de carbono na atmosfera, que ao fim de algum tempo acaba por se dissolver nos oceanos, formando ácido carbónico. Esta alteração do PH da água vai ter impactos nos seres vivos, prejudicando os ecossistemas marinhos.
Segundo Alexandra Cunha, presidente da Liga para a Protecção da Natureza, também «já estão a aparecer algas que estavam relacionadas com a zona tropical e espécies de peixes ligados à zona de Cabo Verde ou do mediterrâneo».
Também se verificam mudanças no padrão de migração de aves, como a cegonha, o flamingo e os corvos marinhos, que migravam em determinada altura do ano para África e agora já ficam residentes em Portugal.
(Fonte: Portugal Diário)
Para o climatologista Filipe Duarte Santos, tendo em conta que a temperatura já subiu face à era pré-industrial e que muitos países ainda não atingiram os seus picos de emissão, «já não é possível dizer que não iremos ultrapassar os dois graus centígrados, tidos como o nível de segurança a partir do qual há consequências irreversíveis».
Essas consequências incidem em várias áreas, particularmente a criosfera, cujo exemplo máximo é a Gronelândia, onde o gelo derrete a um ritmo de 239 quilómetros cúbicos por ano: montanhas de gelo com uma altitude equivalente à distância entre Setúbal e Coimbra. «Esta quantidade vai aumentar e começar a fundir de forma quase irreversível», acrescentou.
O investigador português Gonçalo Vieira, especialista em gelo, sublinha igualmente o «estado de desequilíbrio climático» em que se encontra esta grande ilha, que constitui «uma das áreas que mais preocupa a comunidade científica». O problema não é apenas a massa que perde, mas também a velocidade a que esse gelo está a fluir.
Segundo Filipe Duarte Santos, a fusão do gelo da Gronelândia e de outros glaciares de montanha são o que mais contribui para a subida do nível do mar, que pode ir até mais de um metro, afectando directamente as populações que habitam perto de bacias hidrográficas.
«No Bangladesh seis milhões de pessoas vivem numa faixa costeira com a altitude máxima de um metro. Estas pessoas terão que se ir embora, serão refugiados climáticos», disse, lembrando que há regiões já inundadas, como o Delta do Nilo.
Em Portugal, esta situação ainda não existe, mas já se verificam problemas de erosão no estuário do Tejo e do Sado, na ria Formosa e na ria de Aveiro.
Outro risco é o da acidificação dos oceanos, causado pelo dióxido de carbono na atmosfera, que ao fim de algum tempo acaba por se dissolver nos oceanos, formando ácido carbónico. Esta alteração do PH da água vai ter impactos nos seres vivos, prejudicando os ecossistemas marinhos.
Segundo Alexandra Cunha, presidente da Liga para a Protecção da Natureza, também «já estão a aparecer algas que estavam relacionadas com a zona tropical e espécies de peixes ligados à zona de Cabo Verde ou do mediterrâneo».
Também se verificam mudanças no padrão de migração de aves, como a cegonha, o flamingo e os corvos marinhos, que migravam em determinada altura do ano para África e agora já ficam residentes em Portugal.
(Fonte: Portugal Diário)
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
2010-Ano Internacional da Biodiversidade
O Secretario Geral da ONU pediu a todos os países e a todos os cidadãos que formem uma parceria e adoptem uma nova visão para proteger a vida na Terra.
Numa mensagem para marcar o Ano Internacional da Biodiversidade, que se comemora neste novo ano de 2010, Ban Ki-moon recordou que em 2002 os líderes mundiais acordaram reduzir substancialmente as taxas de perda de biodiversidade.
O Secretário Geral referiu ainda que não será fácil alcançar o objectivo definido então para 2010.
“As nossas vidas dependem da biodiversidade. As espécies e os ecossistemas estão a desaparecer a um ritmo insustentável. Os seres humanos são a causa. Poderíamos perder uma grande variedade de bens e serviços que damos como adquiridos “, afirmou Ban.
Este acrescentou ainda que o prejuízo teria consequências muito profundas para as economias e para as pessoas, especialmente os mais pobres.
Para mais informações acerca do Ano Internacional da Biodiversidade 2010, consulte o website: http://www.cbd.int/2010/welcome/
(Fonte: !Pela Natureza)
Numa mensagem para marcar o Ano Internacional da Biodiversidade, que se comemora neste novo ano de 2010, Ban Ki-moon recordou que em 2002 os líderes mundiais acordaram reduzir substancialmente as taxas de perda de biodiversidade.
O Secretário Geral referiu ainda que não será fácil alcançar o objectivo definido então para 2010.
“As nossas vidas dependem da biodiversidade. As espécies e os ecossistemas estão a desaparecer a um ritmo insustentável. Os seres humanos são a causa. Poderíamos perder uma grande variedade de bens e serviços que damos como adquiridos “, afirmou Ban.
Este acrescentou ainda que o prejuízo teria consequências muito profundas para as economias e para as pessoas, especialmente os mais pobres.
Para mais informações acerca do Ano Internacional da Biodiversidade 2010, consulte o website: http://www.cbd.int/2010/welcome/
(Fonte: !Pela Natureza)
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Europa digere mal fiasco de Copenhaga
As Nações Unidas e os líderes devem fazer uma nova tentativa de acordo na conferência do México, marcada para Dezembro de 2010.
A montanha pariu um rato. Depois de uma longa epopeia negocial, os líderes mundiais foram incapazes de fazer desta a cimeira a ‘Ialta para o clima' e, em vez de salvar o planeta, salvaram apenas a face com um texto de duas páginas e meia, cheio de intenções e nenhuma obrigação. Ultrapassada nas negociações pelos EUA e países emergentes, a Europa sai de Copenhaga frustrada e impotente para convencer o mundo.
A única ambição que sobra do encontro é renovar a promessa de tentar de novo na próxima reunião no México em Dezembro de 2010. Mas para cúmulo, o texto nem sequer tem valor legal. Sem unanimidade, as Nações Unidas apenas "tomam nota" do acordo. "Temos de transformar isto num acordo vinculativo no próximo ano. A sua importância só será reconhecida quando for lei internacional", disse Ban Ki Moon, secretário geral da ONU. Mas nos termos deste acordo a luta para o aquecimento global vai continuar a ser definida em cada capital ao sabor da agenda interna de cada país ou bloco: era esta a visão climática dos EUA que acabou por levar a melhor na conferência das Nações Unidas.
A Europa, líder mundial em políticas assertivas para o clima, acabou por ser relegada para segundo plano na fase final das negociações, com a eliminação de metas para a redução de emissões de CO2, nem sequer para 2050, como havia já decidido o G8+G5: nesse sentido Copenhaga é um passo atrás.
Depois dos relativos êxitos do G20 na resposta à crise, o desfecho frustrante da ONU para o clima pode agora despoletar um conjunto de políticas de teor proteccionista, como um imposto de carbono para os países com objectivos climáticos menos ambiciosos. Para as empresas europeias o resultado é misto. Um acordo vinculativo "trazia certeza legal" para os investimentos em tecnologias limpas, lembra a BusinessEurope. A concretização de esforços comparáveis entre os blocos mundiais também contribuiria para uma integração dos mercados de carbono, que devem por agora devem permanecer pouco activos e, fruto deste acordo, com um preço do carbono mais baixo. Este cenário pode ser positivo para as empresas mais poluentes. Apesar de se queixarem da concorrência desleal das congéneres chinesas ou americanas, fruto das limitações de CO2 na Europa, podem levantar o pé do acelerador no processo de reconversão.
A nível geopolítico a COP15 marca o ascendente cada vez maior do G2 (EUA e China) na regulação mundial. Isso e a emergência do Brasil como um ‘player' mundial. Aliás, o acordo foi desenhado numa pequena sala do Bella Center de Copenhaga entre os presidentes dos EUA, Barack Obama, do Brasil Lula da Silva, da Índia Manmohan Singh e o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao. "Quando é para baixar a ambição a Europa não está presente", ironizou o presidente da Comissão, Durão Barroso. A chanceler alemã, Angela Merkel, não escondeu "sentimentos mistos" em relação ao acordo, que o presidente francês Nicolas Sarkozy chama de "imperfeito".
Os europeus, que entraram em Copenhaga com o desejo de elevar o corte de emissões de 20 para 30%, hesitaram em apoiar um acordo que deixa tudo na mesma. Queriam um acordo sobre o clima e obtiveram apenas um acordo para o desenvolvimento, com a criação de um fundo climático para os países mais pobres de 30 mil milhões de dólares para gastar até 2012 (onde Japão e UE oferecem cada um o triplo dos EUA). Isso e uma promessa de mobilizar 100 mil milhões para estes países até 2020, que deixa em aberto de onde vem o dinheiro.
Depois da reunião com os emergentes, Obama abandonou a cimeira reconhecendo que o texto "não é suficiente para combater a ameaça das alterações climáticas mas é um importante primeiro passo". "Um primeiro passo para uma nova ordem climática mundial - nada mais mas também nada menos que isso", acrescenta Merkel.
Já com Obama a bordo do Air Force One, os líderes europeus tentaram ainda ‘melhorar' o acordo reinscrevendo reduções mundiais de CO2 na ordem dos 50% até 2050. Em vão. Os países desenvolvidos, incluindo os EUA, aceitariam essa meta e queriam deixar escrito o seu compromisso com a redução de 80% até essa data. Mas a China, mesmo não sendo implicada por essa meta, impediu essa quantificação alegando que isso lhes colocaria pressão para seguir o exemplo. "Crescer a ritmos de dois dígitos é um objectivo, não é negociável para a China", explica um negociador europeu, "seja por que causa for".
(Fonte: Diário Económico)
A montanha pariu um rato. Depois de uma longa epopeia negocial, os líderes mundiais foram incapazes de fazer desta a cimeira a ‘Ialta para o clima' e, em vez de salvar o planeta, salvaram apenas a face com um texto de duas páginas e meia, cheio de intenções e nenhuma obrigação. Ultrapassada nas negociações pelos EUA e países emergentes, a Europa sai de Copenhaga frustrada e impotente para convencer o mundo.
A única ambição que sobra do encontro é renovar a promessa de tentar de novo na próxima reunião no México em Dezembro de 2010. Mas para cúmulo, o texto nem sequer tem valor legal. Sem unanimidade, as Nações Unidas apenas "tomam nota" do acordo. "Temos de transformar isto num acordo vinculativo no próximo ano. A sua importância só será reconhecida quando for lei internacional", disse Ban Ki Moon, secretário geral da ONU. Mas nos termos deste acordo a luta para o aquecimento global vai continuar a ser definida em cada capital ao sabor da agenda interna de cada país ou bloco: era esta a visão climática dos EUA que acabou por levar a melhor na conferência das Nações Unidas.
A Europa, líder mundial em políticas assertivas para o clima, acabou por ser relegada para segundo plano na fase final das negociações, com a eliminação de metas para a redução de emissões de CO2, nem sequer para 2050, como havia já decidido o G8+G5: nesse sentido Copenhaga é um passo atrás.
Depois dos relativos êxitos do G20 na resposta à crise, o desfecho frustrante da ONU para o clima pode agora despoletar um conjunto de políticas de teor proteccionista, como um imposto de carbono para os países com objectivos climáticos menos ambiciosos. Para as empresas europeias o resultado é misto. Um acordo vinculativo "trazia certeza legal" para os investimentos em tecnologias limpas, lembra a BusinessEurope. A concretização de esforços comparáveis entre os blocos mundiais também contribuiria para uma integração dos mercados de carbono, que devem por agora devem permanecer pouco activos e, fruto deste acordo, com um preço do carbono mais baixo. Este cenário pode ser positivo para as empresas mais poluentes. Apesar de se queixarem da concorrência desleal das congéneres chinesas ou americanas, fruto das limitações de CO2 na Europa, podem levantar o pé do acelerador no processo de reconversão.
A nível geopolítico a COP15 marca o ascendente cada vez maior do G2 (EUA e China) na regulação mundial. Isso e a emergência do Brasil como um ‘player' mundial. Aliás, o acordo foi desenhado numa pequena sala do Bella Center de Copenhaga entre os presidentes dos EUA, Barack Obama, do Brasil Lula da Silva, da Índia Manmohan Singh e o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao. "Quando é para baixar a ambição a Europa não está presente", ironizou o presidente da Comissão, Durão Barroso. A chanceler alemã, Angela Merkel, não escondeu "sentimentos mistos" em relação ao acordo, que o presidente francês Nicolas Sarkozy chama de "imperfeito".
Os europeus, que entraram em Copenhaga com o desejo de elevar o corte de emissões de 20 para 30%, hesitaram em apoiar um acordo que deixa tudo na mesma. Queriam um acordo sobre o clima e obtiveram apenas um acordo para o desenvolvimento, com a criação de um fundo climático para os países mais pobres de 30 mil milhões de dólares para gastar até 2012 (onde Japão e UE oferecem cada um o triplo dos EUA). Isso e uma promessa de mobilizar 100 mil milhões para estes países até 2020, que deixa em aberto de onde vem o dinheiro.
Depois da reunião com os emergentes, Obama abandonou a cimeira reconhecendo que o texto "não é suficiente para combater a ameaça das alterações climáticas mas é um importante primeiro passo". "Um primeiro passo para uma nova ordem climática mundial - nada mais mas também nada menos que isso", acrescenta Merkel.
Já com Obama a bordo do Air Force One, os líderes europeus tentaram ainda ‘melhorar' o acordo reinscrevendo reduções mundiais de CO2 na ordem dos 50% até 2050. Em vão. Os países desenvolvidos, incluindo os EUA, aceitariam essa meta e queriam deixar escrito o seu compromisso com a redução de 80% até essa data. Mas a China, mesmo não sendo implicada por essa meta, impediu essa quantificação alegando que isso lhes colocaria pressão para seguir o exemplo. "Crescer a ritmos de dois dígitos é um objectivo, não é negociável para a China", explica um negociador europeu, "seja por que causa for".
(Fonte: Diário Económico)
Acordo frustrante em Copenhaga
O mundo falhou um acordo ambicioso na Cimeira do clima.
Em cima da mesa estava uma meta de redução de emissões de 50% até 2050, com um esforço calculado em 80% para os países mais desenvolvidos. Algo que afasta quaisquer restrições para 2020 bem como a promessa de se tornar vinculativo e obrigatório no decorrer de 2010, dentro de seis meses ou um ano. Até o objectivo de fixar 2020 como ‘pico' das emissões globais, o que para os cientistas é fundamental para fazer com que a temperatura do planeta não aumente 2 graus, foi colocado de lado, fixando-se ao invés um rendez-vous em 2016 para estudar a possibilidade de estabelecer 1,5 graus como tecto máximo.
Não é o suficiente para combater as alterações climáticas mas é um primeiro passo, dizem fontes dos EUA, citadas pelas agências. A confirmar-se é um passo atrás face ao que os europeus procuravam, motivo pelo qual a UE chegou a ponderar ontem ‘saltar fora'.
Não há um único compromisso ambiental vinculativo no acordo que os líderes firmaram hoje em Copenhaga, que se cinge a um pacote de ajuda aos países mais pobres.
“É um passo tímido”, admitiu José Sócrates.
Depois de 12 dias de negociações, os países desenvolvidos ficaram aquém das piores expectativas, falhando um acordo sobre metas de redução de emissões, tanto para 2020 como para 2050, recusando-se a atar as mãos sobre um qualquer calendário de ajustamento económico a tecnologias mais limpas. Os líderes adiam para 2010 todas as decisões difíceis, incluindo – segundo declaração paralela ao acordo - a intenção de voltar a procurar um acordo vinculativo na COP16, no México.
A UE vê totalmente frustradas as suas ambições para esta reunião no tocante à fixação de metas para a redução de emissões, com os líderes dos 27, como a alemã Angela Merkel ou o francês Nicolas Sarkozy a decidirem-se juntar ao acordo por ser “melhor que nada”. “É um passo tímido” disse José Sócrates, o primeiro-ministro português, que “fica aquém do que eram as expectativas da UE para esta cimeira. Mas é um acordo, o que é melhor que um não acordo”. É uma “falsa partida para o pós-2012”, data em que expira o protocolo de Quioto, defende a Quercus.
No deve e haver do encontro, os EUA juntaram-se à promessa de amealhar 100 mil milhões de euros anuais para as nações africanas até 2020, e ofereceram, para o total dos próximos três anos, 3,6 mil milhões de dólares, menos dos 10,6 mil milhões europeus e 11 mil milhões japoneses. E os países emergentes, como a China e Índia, comprometem-se a apresentar medidas concretas para combater o aquecimento até Fevereiro de 2010. Num elemento chave do acordo, admitem reportar cada dois anos as suas emissões efectivas. Os países ‘ricos’ prometem apresentar metas de redução de emissões para 2020 até Fevereiro de 2010, mas sem qualquer compromisso quantitativo.
(Fonte: Diário Económico)
Em cima da mesa estava uma meta de redução de emissões de 50% até 2050, com um esforço calculado em 80% para os países mais desenvolvidos. Algo que afasta quaisquer restrições para 2020 bem como a promessa de se tornar vinculativo e obrigatório no decorrer de 2010, dentro de seis meses ou um ano. Até o objectivo de fixar 2020 como ‘pico' das emissões globais, o que para os cientistas é fundamental para fazer com que a temperatura do planeta não aumente 2 graus, foi colocado de lado, fixando-se ao invés um rendez-vous em 2016 para estudar a possibilidade de estabelecer 1,5 graus como tecto máximo.
Não é o suficiente para combater as alterações climáticas mas é um primeiro passo, dizem fontes dos EUA, citadas pelas agências. A confirmar-se é um passo atrás face ao que os europeus procuravam, motivo pelo qual a UE chegou a ponderar ontem ‘saltar fora'.
Não há um único compromisso ambiental vinculativo no acordo que os líderes firmaram hoje em Copenhaga, que se cinge a um pacote de ajuda aos países mais pobres.
“É um passo tímido”, admitiu José Sócrates.
Depois de 12 dias de negociações, os países desenvolvidos ficaram aquém das piores expectativas, falhando um acordo sobre metas de redução de emissões, tanto para 2020 como para 2050, recusando-se a atar as mãos sobre um qualquer calendário de ajustamento económico a tecnologias mais limpas. Os líderes adiam para 2010 todas as decisões difíceis, incluindo – segundo declaração paralela ao acordo - a intenção de voltar a procurar um acordo vinculativo na COP16, no México.
A UE vê totalmente frustradas as suas ambições para esta reunião no tocante à fixação de metas para a redução de emissões, com os líderes dos 27, como a alemã Angela Merkel ou o francês Nicolas Sarkozy a decidirem-se juntar ao acordo por ser “melhor que nada”. “É um passo tímido” disse José Sócrates, o primeiro-ministro português, que “fica aquém do que eram as expectativas da UE para esta cimeira. Mas é um acordo, o que é melhor que um não acordo”. É uma “falsa partida para o pós-2012”, data em que expira o protocolo de Quioto, defende a Quercus.
No deve e haver do encontro, os EUA juntaram-se à promessa de amealhar 100 mil milhões de euros anuais para as nações africanas até 2020, e ofereceram, para o total dos próximos três anos, 3,6 mil milhões de dólares, menos dos 10,6 mil milhões europeus e 11 mil milhões japoneses. E os países emergentes, como a China e Índia, comprometem-se a apresentar medidas concretas para combater o aquecimento até Fevereiro de 2010. Num elemento chave do acordo, admitem reportar cada dois anos as suas emissões efectivas. Os países ‘ricos’ prometem apresentar metas de redução de emissões para 2020 até Fevereiro de 2010, mas sem qualquer compromisso quantitativo.
(Fonte: Diário Económico)


